Um grupo de acadêmicos que pertencem a duas instituições científicas
renomadas --a Universidade Yale e o Instituto Smithsonian-- vai defender, nesta sexta-feira, a mudança na nomenclatura científica das espécies recém-descobertas.
Pesquisadores envolvidos com a descoberta de fósseis, micro-organismos, peixes, aves e outras criaturas atestam que encontram dificuldades para dar nomes precisos, mas não há unanimidade na aposentadoria da norma que vigora há quase três séculos.
Nancy Burton/France Presse
Naturalista James Prosek, que integra o grupo a favor da aposentadoria do sistema Linnaeus de nomenclatura científica
Segundo os que defendem a troca, a orientação tradicional desenvolvida há 275 anos pelo botânico sueco Carl Linnaeus não seria a mais correta pelo volume atual de informações disponíveis sobre a biodiversidade.
Linnaeus utilizou uma divisão de espécies com nomes latinos, como o Homo sapiens para humanos, com grupos que têm as características físicas como base.
A proposta dos acadêmicos é substituir o sistema de Linnaeus por um novo, o PhyloCode (abreviação inglesa para "código filogenético", baseado nas relações evolutivas entre as espécies), em que as formas de vida seriam classificadas por ancestrais comuns e princípios de Darwin --em outras palavras, pela árvore genealógica
molecular.
A mudança no nome de uma espécie seria uma forma de "correção" e ocorreria nos casos em que o novo nome refletisse o conhecimento adquirido até agora sobre as relações evolucionárias.
O assunto será debatido em uma conferência na Universidade Yale, com a ala pró e contra à adoção do PhyloCode.
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